Ministro da Educação quer investir mais em ensino técnico

O Ministério da Educação pretende aumentar os investimentos no ensino técnico de nível médio como forma de deter a queda nas matrículas do ensino médio. Às vésperas de iniciar a primeira conferência nacional do ensino técnico, em Brasília, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirma que o ensino médio tradicional não tem mais atraído os jovens e precisam ser criadas alternativas. O objetivo da conferência, que começa na próxima segunda-feira, é integrar as redes federal, estadual, municipal, privada e comunitária de ensino profissionalizante. Segundo Haddad, o ensino médio está "cada vez menos atraindo os jovens a permanecerem na escola". "Se não oferecermos alternativas profissionalizantes vamos continuar vendo crescer a evasão e o abandono", avalia.Os dados preliminares do Censo Escolar de 2006 mostraram que, comparado com o ano anterior, o Brasil tem menos 280,6 mil estudantes no ensino médio. O governo ainda não encontrou uma explicação para essa queda, que já ocorre por dois anos seguidos, quando o País está longe de alcançar a universalização ou mesmo um padrão razoável de atendimento. Haddad afirmou que o governo pretende, nesse próximo mandato, dar mais ênfase ao atendimento profissionalizante, tanto em escolas técnicas quanto nas de ensino médio regular. Até o final de 2007, garantiu Haddad, mais 64 escolas federais estarão funcionando. Outra alternativa, disse o ministro, é colocar cursos profissionais dentro das atuais escolas de ensino médio. "Até março do próximo ano todas as escolas de ensino médio do País terão um laboratório de informática com 10 computadores. Por que não usar isso para profissionalizar os estudantes?", disse. Segundo dados da Agência Brasil com base Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC), o número de matrículas no ensino técnico representa 8% do total de estudantes matriculados no ensino médio.

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