Ministro da Aviação Civil diz que anunciará se deixa governo após falar com Dilma, Temer e Picciani

Aliados de Mauro Lopes chegaram a falar que ele entregaria sua carta de renúncia ainda nesta terça, mas saída só deve ser oficializada nos próximos dias

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

29 Março 2016 | 19h27

BRASÍLIA - Apesar de já ter confirmado a aliados que deixará o governo, o ministro-chefe da Secretaria da Aviação Civil (SAC), Mauro Lopes, afirmou na noite desta terça-feira, 29, que só anunciará sua decisão oficial após conversar com a presidente Dilma Rousseff e com o vice-presidente Michel Temer.

Por meio de sua assessoria, Mauro Lopes, que é deputado federal, informou que, antes do anúncio, conversará ainda com o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), e com a bancada peemedebista de Minas Gerais. Picciani foi o principal responsável por articular a nomeação do ministro.

Na manhã desta terça, aliados do ministro chegaram a falar que ele entregaria sua carta de renúncia ainda hoje. Lopes, no entanto, decidiu que conversará com Dilma, Temer e outros peemedebistas antes de anunciar sua decisão oficialmente. Com isso, sua saída só deve ser oficializada nos próximos dias.

Assim como Lopes, outros dois ministros do PMDB já comunicaram à cúpula da legenda que devem entregar os cargos nas próximas semanas. De acordo com aliados de Temer, Eduardo Braga (Minas e Energia) e Helder Barbalho (Portos) também já prometeram deixar o governo em breve.

Braga e Barbalho pediram à direção do partido para não entregar o cargo agora, para que possam concluir projetos em andamento em suas respectivas Pastas. Com isso, a data exata da saída deles do governo Dilma Rousseff ainda não foi definida.

Entre os outros três ministros do PMDB, Kátia Abreu (Agricultura) ainda não decidiu se ficará ou não no governo. Já Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) e Marcelo Castro (Saúde) demonstraram disposição de ficar. Ontem, Henrique Eduardo Alves (Turismo) foi o primeiro ministro peemedebista a deixar o governo.

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