Ministro da Agricultura nega rumores sobre demissão

O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, negou hoje os rumores de que tenha pedido demissão do cargo. Ele admitiu que há uma certa lentidão do governo na tomada de decisões na área agrícola, mas negou que queira deixar o posto de ministro, disse Rodrigues por meio de sua assessoria de imprensa. Receptor das queixas dos empresários do setor, Rodrigues ouviu muitas reclamações nas últimas semanas. A primeira delas é sobre o Porto de Paranaguá, principal ponto de escoamento da safra agrícola. O governo do Paraná proibiu, no ano passado, o embarque de soja transgênica pelo porto paranaense. Com a proibição, os exportadores gastam mais com frete para escoar a safra para outros portos, queixa encaminhada pela iniciativa privada ao Palácio do Planalto nesta semana. Os exportadores pedem intervenção federal em Paranaguá. Outro ponto que preocupa representantes do agronegócio e também o Ministério da Agricultura é a greve dos fiscais agropecuários federais.Desde segunda-feira, os fiscais estão em greve e não são emitidos certificados de exportação e inspecionados os produtos agrícolas. Um greve prolongada pode refletir nas exportações do setor, principal item da pauta brasileira, e provocar uma sobreoferta de produtos no mercado interno. Rodrigues considera justa a reivindicação dos fiscais agropecuários e negocia, juntamente com o secretário-executivo do ministério, José Amauri Dimarzio, reajuste salarial para a categoria.Também preocupa o ministro a questão da defesa sanitária. A possibilidade de problemas sanitários no rebanho bovino ou no plantel aviário - leia-se vaca louca ou gripe dos frangos - pode prejudicar o bom resultado das exportações de proteínas animais. Para afastar o temor de problemas sanitários, Rodrigues briga por mais verbas para essa área junto à área econômica do governo.

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