Ministro critica 'intransigência' de quilombolas

Rezende diz que o movimento quilombola está sendo inflado por líderes que são movidos por 'outros interesses'

Eduardo Kattah, de O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2009 | 20h04

O ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Sérgio Rezende, disse nesta terça-feira, 17,  que está havendo "intransigência" por parte de movimentos sociais envolvidos na demarcação de terras de remanescentes de quilombos na região de Alcântara, no Maranhão. Rezende afirmou que o movimento quilombola está sendo inflado por líderes que são movidos por "outros interesses". "Está havendo uma certa intransigência", disse. Ele manifestou preocupação com a situação, observando que o movimento "tem impedido ou dificultado a evolução do programa espacial".   "Temos de ter um diálogo. Nesse momento eles estão impedindo o trabalho que nós estamos procurando fazer", afirmou o ministro, que esteve em Belo Horizonte, onde assinou convênios com o governo de Minas Gerais. "Muitos desses movimentos sociais são liderados por pessoas que até têm outros interesses", disse, sem citar quais seriam essas pretensões.   O trabalho de demarcação realizado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) destinou 78,1 mil hectares aos quilombolas e 8,7 mil para o programa de lançamentos de foguetes. Rezende disse que tem discutido internamente a questão junto ao Ministério da Igualdade Racial, ao Incra e ao Ministério do Meio Ambiente.   Segundo Rezende, a estratégia é convencer os movimentos quilombolas de que as comunidades locais poderão ser beneficiadas com a expansão do programa espacial. Logo após o Carnaval, uma equipe do MCT deverá visitar a região.

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