Dida Sampaio/Estadão - 27.11.2014
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Ministro-chefe da Secretaria de Comunicação sai de férias

Thomas Traumann, responsável por órgão que elaborou documento que aponta 'caos político' no governo, ficará seis dias fora; ausência já estava combinada com a Presidência, diz nota

Luci Ribeiro, Valmar Hupsel Filho e Ricardo Galhardo, O Estado de S. Paulo

18 de março de 2015 | 09h22

Atualizado às 14h56

Brasília - O ministro-chefe da Comunicação Social da Presidência da República, Thomas Traumann, vai tirar seis dias de férias a partir desta quarta-feira 18. Segundo despacho publicado no Diário Oficial da União, o período de descanso de Traumann vai até a próxima segunda-feira, dia 23. O afastamento de Traumann ocorre um dia depois da divulgação de documento reservado do Palácio do Planalto, cujo conteúdo admite que o governo tem adotado uma comunicação "errática" desde a reeleição da presidente Dilma Rousseff.

O documento foi elaborado pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República, comandada Traumann, e revelado com exclusividade pelo portal estadao.com.br na terça, quando circulou entre ministros, dirigentes do PT e assessores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em nota divulgada nesta tarde, a secretaria afirma que o ministro havia informado à presidente que, a partir desta quarta, teria que viajar ao exterior para acompanhar a irmã, que está em tratamento médico.

Entre alguns pontos, o documento afirma que os apoiadores de Dilma estão levando uma "goleada" da oposição nas redes sociais e aponta como saída para reverter o quadro após as manifestações desse domingo, 15, um investimento maciço em publicidade oficial em São Paulo, cidade administrada pelo petista Fernando Haddad. A capital paulista concentra, atualmente, a maior rejeição ao PT.

O texto cita, em tom de alerta, pesquisa telefônica recente feita pelo Ibope a pedido do Planalto na qual 32% dos entrevistados disseram ter mudado de opinião negativamente sobre o governo nos últimos seis meses - ou seja, da campanha de outubro até agora. Conclui que o País passa por um "caos político" e admite: "Não será fácil virar o jogo".

 

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