André Dusek/Estadão
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Ministro aposta em 'bom senso' na apreciação de Fachin para o STF

'Governo tem confiança no Senado', afirma Edinho Silva, na véspera da sabatina de indicado por Dilma para ocupar vaga no Supremo

Rafael Moraes Moura e Ricardo Della Coletta , O Estado de S. Paulo

11 de maio de 2015 | 12h58

Brasília - Um dia antes de o jurista Luiz Edson Fachin ser sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva, disse nesta segunda-feira, 11, confiar no "bom senso do Senado" na apreciação do nome indicado pela presidente Dilma Rousseff para assumir uma das cadeiras do Supremo Tribunal Federal (STF).

Fachin foi indicado para ocupar a vaga deixada pelo ministro Joaquim Barbosa, que se aposentou em julho do ano passado. Desde então, a Corte atua com dez ministros. Em razão do momento político conturbado entre Dilma e parte do Congresso, o nome de Fachin tem encontrado resistência entre parlamentares.

"Estamos falando certamente de um jurista respeitado, de um jurista reconhecido", comentou Edinho Silva, depois de participar da reunião de coordenação política com a presidente Dilma Rousseff e ministros no Planalto.

Fachin tem se mobilizado nas redes sociais para rebater acusações e tentar diminuir a rejeição ao seu nome. Em vídeos postados no YouTube, o jurista negou ter posições contrárias à família e falou sobre a acusação de que seria ilegal ter atuado como advogado enquanto ocupava o cargo de procurador do Estado no Paraná, entre 1990 e 2006. Uma nota técnica encomendada pelo senador Álvaro Dias (PSDB-PR) alega que havia amparo legal para a postura do jurista.

A sabatina está prevista para esta terça-feira, 12. e seguir para votação em plenário. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), no entanto, que não tem demonstrado simpatia pela escolha do advogado, deve adiar a votação.

"A presidente Dilma fez a indicação e cabe ao Senado fazer a sabatina e fazer a apreciação do nome do ministro. O governo tem confiança no Senado e no bom senso do Senado e tem confiança no currículo de um jurista que, como eu já disse, certamente é um dos maiores juristas do nosso país", disse Edinho Silva.

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