Ministro anuncia ida da Força Nacional para Sidrolândia

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse na noite desta terça-feira, 4, que vai enviar tropas da Força Nacional para a região de Sidrolândia (MS), onde um índio morreu durante conflito envolvendo a reintegração de posse numa fazenda. O pedido foi feito ao ministério pelo governador do Estado, André Puccinelli. Segundo o ministro, 110 homens serão enviados à região a partir da manhã da quarta-feira, 5, via aérea e terrestre, e ficarão subordinados ao comando do governo do MS. "A Força Nacional ficará lá pelo tempo que for necessário", afirmou.

ANNE WARTH, Agência Estado

04 Junho 2013 | 21h29

Cardozo declarou ainda que pediu à Polícia Federal que discuta com o secretário estadual de Segurança Pública do Mato Grosso do Sul, Wantuir Jacini, a possibilidade de elevar o contingente de agentes no local. Cardozo não foi claro ao ser questionado sobre se a Força Nacional vai atuar para cumprir o prazo para a reintegração de posse da fazenda - o prazo termina às 9h15 da quarta-feira.

"Quem determina quem vai desocupar é o juiz", afirmou. "A Secretaria de Segurança Pública do Estado é que vai determinar o papel que a Força Nacional terá. O comando é do Estado, e é por essa razão que não posso responder a essa pergunta sem saber qual será a decisão do juiz a esse respeito e do órgão de segurança pública do MS."

Segundo ele, o ministro da Advocacia-Geral da União, Luiz Inácio Adams, está tratando da prorrogação desse prazo. Cardozo disse ainda ter recebido a informação de que um índio foi baleado num confronto com fazendeiros na mesma região e estaria no hospital.

Cardozo disse que, na semana passada, a Justiça pediu à PF que cumprisse ordem de reintegração de posse da fazenda, mas a PF alegou não ter contingente para fazê-lo. Assim, a ação na semana passada foi feita pela Polícia Militar do Estado.

De acordo com Cardozo, o governo quer se reunir com os índios terena na quinta-feira, 6, para tentar dar fim ao conflito. "Paralelamente a isso, temos a responsabilidade de apoiar o governo do Estado do Mato Grosso do Sul para ampliar seu efetivo", afirmou.

"O governo faz um apelo a todas as partes envolvidas nesse conflito. Ninguém vai conseguir satisfazer direito acirrando conflitos e usando violência. Quem viola direito de outro responde pela lei", acrescentou.

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