Ministro Aldo Rebelo descarta convênios com ONGs

Principal foco de irregularidades no Ministério do Esporte, o programa Segundo Tempo será mantido por Aldo Rebelo, o novo ministro, mas passará por radicais mudanças. Os convênios que vinham sendo fechados com ONGs para a execução do programa serão feitos agora com universidades, escolas técnicas e de educação física, Estados e municípios, disse o ministro em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada neste domingo.

AE, Agência Estado

06 de novembro de 2011 | 08h21

"Os convênios com as ONGs duram dois anos, no máximo. As ONGs têm problemas de sucessão, naturalmente. Numa universidade, numa escola de educação física, numa escola técnica, fundamental ou de ensino médio, existem as estruturas permanentes e próprias de fiscalização. Por isso, o ministério vai recorrer a essa estrutura, prioritariamente", afirmou.

Rebelo tomou posse na segunda-feira, em substituição a Orlando Silva, que saiu depois de uma série de denúncias de irregularidades. O novo ministro chamou a Controladoria-Geral da União (CGU) para examinar os principais programas da pasta e suspendeu o repasse de verbas a todos aqueles para os quais não havia ainda sido transferido dinheiro.

Desde que o PT assumiu o governo, Aldo Rebelo transformou-se numa espécie de salvador da Pátria da administração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff. Nas crises, foi chamado a assumir o cargo de líder do governo, ministro das Relações Institucionais quando o ex-ministro José Dirceu começou a perder poder, presidente da Câmara durante as suspeitas de envolvimento em irregularidades do então titular Severino Cavalcanti (PP-PE) e, agora, ministro do Esporte.

Como Orlando, Aldo é do PC do B. Mas ele garantiu que o ministério não será transformado num aparelho do partido, porque o interesse maior é o do País e da sociedade. "Nunca tive dúvida sobre isso. Mesmo que numa atitude ou gesto você possa contrariar o partido." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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