Ministro admite investigação de crime eleitoral em quebra de sigilo

Barreto disse que dentre as muitas linhas de investigação do caso, a da suspeita de crime elteitoral é uma delas

Tânia Monteiro, da Agência Estado

01 de setembro de 2010 | 13h09

BRASÍLIA - O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, admitiu nesta quarta-feira, 1, que está sendo investigada também a ocorrência de crime eleitoral no vazamento de dados da Receita Federal. Ele disse que, "embora ressaltasse que são várias as linhas de investigação", essa linha também é uma delas.

 

Ele confirmou que a Polícia Federal tem um inquérito aberto sobre o vazamento de dados da Receita Federal e disse acreditar em um esclarecimento transparente pelas duas instituições. "Há uma sindicância fazendo apuração na Receita Federal e a Polícia Federal também tem um inquérito sobre o caso, e tenho muita convicção de que tanto a Polícia quanto a Receita vão esclarecer os fatos de maneira bem transparente".

 

Ele justificou o fato de existirem várias linhas de investigação, ao comentar que "fatos novos" mostraram que a quebra de sigilo poderia ter uma outra conotação. Questionado sobre que outra conotação seria essa, ele respondeu: "Todas", acrescentando que "agora tem um maior número de pessoas envolvidas".

 

O ministro deu as declarações pouco antes da chegada do atual presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, ao Palácio do Planalto, onde realiza reunião bilateral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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