Ministra nega que Dilma tenha fechado ida de Mercadante para Casa Civil

Nome do ministro da Educação é o mais cotado para assumir vaga de Gleisi Hoffmann

Atualizado às 12h28, Tânia Monteiro, de O Estado de S. Paulo

20 Dezembro 2013 | 12h03

Brasília - A ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas, negou nesta sexta-feira, 20, que a presidente Dilma Rousseff tenha coordenado nesta semana uma reunião com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, para tratar da troca de comando na Casa Civil. Gleisi deixará o cargo para concorrer ao governo do Paraná em 2014.

"Tudo que tem saído neste momento sobre reforma ministerial é especulação. No momento certo, a presidente Dilma tratará do assunto", disse a ministra. A declaração da ministra Helena Chagas foi feita em razão de matéria publicada hoje no jornal O Globo, que informa que essa primeira reunião de trabalho já teria ocorrido entre os ministros e a presidente Dilma.

Em um evento na capital paulista nesta sexta, Mercandante disse não ter conversado com a presidente sobre o assunto e que cabe apenas a ela responder sobre a reforma.

Na última quarta-feira, 18, durante café da manhã com jornalistas, a presidente sinalizou que somente a partir da segunda quinzena de janeiro vai desencadear o processo da reforma ministerial. No entanto, embora o governo não queira tratar do assunto no momento, Mercadante é sim um dos nomes cotados para ir para a Casa Civil. Embora ele também tenha o nome cogitado para atuar na campanha à reeleição da presidente.

Também estão sendo cotados para o cargo o secretário executivo do Ministério da Previdência, Carlos Gabas, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e até uma solução interna que seria o secretário executivo da Casa Civil, Gilson Bittencourt. Há especulações ainda que a presidente teria na manga um outro nome de um senador para ocupar o cargo.

Aproximadamente doze dos 39 ministros são candidatos às eleições de 2014 e devem deixar os cargos, a exemplo também do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo de São Paulo.

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