Ministra faz alerta para 'candidatura alternativa'

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, fez na sexta-feira (07) um alerta ao PT sobre a possibilidade de a presidente Dilma Rousseff enfrentar um candidato de sua base aliada na eleição de 2014. O Palácio do Planalto trabalha com a hipótese de que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), dispute a Presidência da República daqui a dois anos.

BRUNO BOGHOSSIAN, Agência Estado

08 de dezembro de 2012 | 08h01

"Nós não devemos estar desatentos a candidaturas alternativas que já começam a se desenhar, que não são contra a presidente Dilma e ao projeto do PT. Temos de estar bastante atentos à nossa própria base que nos sustenta. Podemos ter surpresas", disse Ideli a prefeitos e vereadores eleitos em um evento organizado pelo PT paulista em Embu das Artes, na Grande São Paulo.

Presidente nacional do PSB, Campos criticou, no início da semana, propostas de estímulo ao consumo, dizendo serem insuficientes para alavancar o crescimento econômico e indicou que falta rumo estratégico ao País para enfrentar a crise internacional. Desde as eleições municipais, Campos também vem defendendo a descentralização de recursos da União.

Palanque

No encontro do PT, Ideli antecipou a campanha pela reeleição de Dilma ao afirmar que a presidente está no palanque e ao atacar o provável candidato do PSDB a Presidência em 2014, o senador mineiro Aécio Neves. "Ontem (anteontem) o Aécio ficou bravo, ficou nervoso. Disse que a Dilma já subiu no palanque. Ora, a Dilma não saiu do palanque. A Dilma é a nossa candidata à reeleição em 2014", disse.

A ministra criticou a postura dos tucanos em relação ao plano do governo federal de reduzir as tarifas de energia elétrica. "Eles fazem uma política pouco inteligente de ser contra uma medida corajosíssima de baixar a tarifa elétrica. O cara (Aécio) parece mais presidente da Cemig do que candidato a presidente do Brasil e acha que a nossa dona Dilma ia ficar quietinha. Aí tomou uma chapuletada ontem e ficou bravo", afirmou.

Ideli também criticou a exploração do julgamento do mensalão, que tem ex-dirigentes do PT entre os condenados, na disputa eleitoral de 2012. "Nossa vitória de 2012, como a reeleição do (ex-)presidente Lula em 2006, teve características daquela música do Chico Buarque: ?apesar de você, amanhã há de ser outro dia?. Enfrentamos nessa eleição um dos maiores tiroteios institucionalizados, com transmissão ao vivo, e que chegou a ocupar 18 minutos no Jornal Nacional para nos atingir." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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