Ministra evita comentar destino da Delta no PAC

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, ironizou hoje a situação da empresa Delta, pivô do escândalo envolvendo as conexões do contraventor Carlinhos Cachoeira - e que comanda uma série de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

TÂNIA MONTEIRO E RAFAEL MORAES MOURA, Agência Estado

15 de maio de 2012 | 13h49

Ao lado da presidente Dilma Rousseff, Miriam participou da abertura da 15ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, em um hotel de luxo da capital. Questionada pelo Grupo Estado se a Delta continuaria com as obras, caso seja declarada inidônea no processo instaurado pela Controladoria-Geral da União (CGU), Miriam respondeu: "Pergunta para ela". Confrontada novamente com a pergunta, acrescentou: "Quando for declarada inidônea, a gente conversa. Quando houver o problema, a gente se posiciona".

Para o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, existe sempre uma preocupação quando surgem problemas com empreiteiras.

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo publicada no último domingo, o ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, sinalizou que a Delta poderia continuar com as obras, caso estejam em estágio avançado. Segundo ele, os contratos de uma empresa considerada inidônea não são rompidos automaticamente e dependem ainda de avaliação de gestor público competente.

Tudo o que sabemos sobre:
DeltaMiriam BelchiorPAC

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.