Ministra é ''aposta séria'' para 2010, diz ele

Em entrevista recente, assessor também falou dos dias difíceis do mensalão

O Estadao de S.Paulo

05 de julho de 2008 | 00h00

Na mesma entrevista à revista Veja que irritou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o chefe de gabinete Gilberto Carvalho endossou a tese de que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, é o nome preferido do presidente para sucedê-lo no Palácio do Planalto. Ele frisou que se trata de uma "aposta séria", ao insistir em que o presidente não cogita qualquer possibilidade de tentar permanecer por mais quatro anos no poder, em um terceiro mandato. "Essa aposta na Dilma é séria, real. Já o terceiro mandato não existe. É lógico que é muito melhor ouvir ?Fica, Lula? do que ?Fora, Lula?."Diante das recentes denúncias contra Dilma envolvendo a operação de venda da VarigLog, o chefe de gabinete aproveitou a entrevista para descartar a existência no governo de um esquema para pressionar a liberação da venda. "A regra aqui dentro era fazer de tudo para impedir que a Varig quebrasse", afirmou. Para ele, houve uma "mão forte" da ministra Dilma para que "tudo fosse feito de maneira acelerada", mas sem atropelar a lei. "Quem apostar que Dilma se mete em negociata vai quebrar a cara."Presente no governo desde o início do primeiro mandato de Lula, em 2002, Carvalho é hoje um dos poucos representantes da equipe original do presidente a permanecer no posto. A situação em que o governo encontra-se hoje, segundo ele, é bem diferente da que se via em 2005, quando eclodiu o escândalo do mensalão. Em meio à maior crise vivida pelo governo, o chefe de gabinete lembra que o impeachment de Lula era dado como "iminente" no Palácio do Planalto. "Havia muita gente convicta de que o governo tinha acabado", declarou Carvalho.

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