Ministra discursa em favor do Norte e Nordeste

Dilma segue Lula e fala da ação do governo para acabar com discriminação das duas regiões

Clarissa Oliveira, ENVIADA ESPECIAL, BONFIM, O Estadao de S.Paulo

15 de setembro de 2009 | 00h00

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, retornou ontem de uma semana de férias e já enfrentou uma maratona de compromissos ao lado do presidente Lula. Dilma e Lula cumpriram agenda em Roraima, com direito a inauguração de um terminal de passageiros no aeroporto e reunião com grupos indígenas, passando pela inauguração de uma ponte ligando o Brasil à Guiana. Ao encerrar o dia em clima de campanha, numa cerimônia para a assinatura de acordos com Estados e municípios, discursou por quase meia hora, praticamente o mesmo tempo tomado pelo presidente em sua fala.

Dilma investiu no tema da inclusão das Regiões Norte e Nordeste, que já embalou boa parte dos discursos de campanha de Lula. "Estamos travando uma luta para acabar com a discriminação das regiões no nosso país", disse. "Eu queria hoje mostrar que, no governo do presidente Lula, o PAC tem sido um instrumento para acabar com essa injustiça", continuou, em referência ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

No discurso, a ministra acabou trocando o nome do Estado. Em vez de Roraima usou Rondônia. "Este país está mudando. E Rondônia está mudando mais depressa", afirmou. A plateia não perdoou a gafe. Dilma, então, se corrigiu. "Desculpem, Roraima", disse. "É que eu estive em Rondônia outro dia e lá existem os mesmos problemas que aqui."

DISPOSIÇÃO

Recém-saída de um tratamento de radioterapia contra um câncer linfático, a ministra demonstrava no último compromisso da agenda a mesma disposição do começo do dia. Quando uma forte chuva atingiu a cidade de Bonfim, na divisa com a Guiana, ela pegou um guarda-chuva, manteve-se sorridente e acompanhou o presidente Lula na inauguração de uma ponte ligando a cidade à Guiana. Quando Lula e seu colega guianês Bharrat Jagdeo chegaram ao local para posar para fotos diante das placas inaugurais instaladas no local, dezenas de jornalistas, assessores e até alunos da rede pública dos dois países escolhidos para participar da cerimônia já estavam completamente encharcados.

Antes de encarar a chuva, Lula aproveitou seu discurso para fazer uma série de promessas à Guiana. Dizendo querer aproveitar a relação entre os dois países para integrar o Brasil ao Caribe e trazer a Guiana para dentro da América Latina, ele prometeu financiar até uma hidrelétrica. A obra, segundo o presidente, será construída por empresas brasileiras e poderá abastecer também Roraima."Estamos prontos para financiar a construção por empresas brasileiras de hidrelétricas na Guiana. A possibilidade de a geração também atender a Roraima será a interconexão energética entre os nossos países", disse Lula.

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