Ministra descarta legalização de jogos de azar para elevar verba da Saúde

Proposta de taxar bingos e cassinos chegou a ser discutida em reunião de líderes de partidos aliados no início desta semana; Ideli Salvatti afirmou que legalização dos jogos não é um desejo do Planalto

Eduardo Bresciani, do estadão.com.br

01 Setembro 2011 | 12h31

BRASÍLIA - A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, descartou nesta quinta-feira, 1º, a possibilidade de legalização de bingos e cassinos para aumento do repasse de recursos para a área de saúde. A proposta de taxar esses jogos chegou a ser discutida em reunião de líderes de partidos aliados no início desta semana.

Ideli disse que o governo está discutindo várias fontes para ampliar o financiamento da saúde, mas pontuou que a legalização dos jogos não é um desejo do governo. "Da parte do governo, não há qualquer apoio a jogos", disse.

Segundo ela, o governo vai tentar construir uma proposta, pois somente a Emenda 29, que fixa os porcentuais mínimos a serem investidos anualmente em saúde pela União, Estados e municípios, não resolve o problema da saúde. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, alertou na quarta-feira, 31, o governo de que, se a regulamentação da Emenda 29 for aprovada da forma como está, a saúde deve perder algo em torno de R$ 6 bilhões, por conta da base de cálculo.

"A mera votação do texto não resolve o problema. Ontem, o ministro Padilha até já apresentou que, com este texto, não só não teremos nada a mais como teremos recursos a menos", disse Ideli.

A ministra lembrou que a saúde tinha recursos com a CPMF e que, por isso, é preciso buscar uma outra fonte de recursos. Segundo ela, sem isso, não se estará dando uma resposta responsável ao problema da saúde.

 

 

Mais conteúdo sobre:
Saúderecursosbingojogos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.