Ministra de Meio Ambiente quer ajuste de Código Florestal no Senado

'Imperfeições' do texto aprovado na Câmara têm que ser corrigidas, segundo Izabella Teixeira

Rafael Moraes Moura, da Agência Estado

08 de junho de 2011 | 12h45

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defendeu nesta quarta-feira, 8, ajuste das "imperfeições" do texto de reforma do Código Florestal aprovado pela Câmara dos Deputados em maio. "Não podemos ter um texto que gere contradições e não esclareça o agricultor familiar quais são seus direitos, ou como regulariza a situação do passado", disse a ministra.

A declaração à imprensa foi feita após reunião com os senadores Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Jorge Viana (PT-AC), Luiz Henrique (PMDB-SC) e Delcídio Amaral (PT-MS) para tratar do texto do Código Florestal, que tramita no Senado. Viana e Henrique serão os relatores do Código na Comissão de Meio Ambiente e na de Agricultura, respectivamente.

"Tivemos uma discussão sobre processo, engajamento e uma visão política do Senado. A ideia é realmente ter um processo amplo de debate e negociação", afirmou Izabella.

Viana admitiu que, após a aprovação do texto na Câmara dos Deputados, houve um clima de disputa. "No fundo estamos tentando mudar a temperatura, trabalhar a questão do tempo. Esse tema está muito presente na sociedade, o governo tem postura bastante madura de querer resolver o passado e apontar um bom caminho para o futuro", afirmou o petista.

Segundo os senadores, o objetivo é fazer um relatório conjunto entre as duas comissões. "Se isso não for possível, não tem problema. Se um ponto ou outro numa comissão ficar divergente, o plenário do Senado vai ter maturidade para votar", disse Viana.

Nesta terça, durante cerimônia de criação da Comissão Nacional e do Comitê Nacional de Organização da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que ocorrerá 20 anos depois da Eco-92, realizada no Rio, a presidente Dilma Rousseff disse que não negociará a questão do desmatamento no Código Florestal. "Não negociaremos e não tergiversaremos com a questão do desmatamento. Vamos cumprir os compromissos que assumimos e não permitiremos que haja uma volta atrás na roda da História", discursou Dilma.

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