Ministérios não podem ser ´prêmio de consolação´, diz Jobim

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Nelson Jobim, afirmou nesta terça-feira que o novo ministério do presidente reeleito pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, "não deve ser formado por mortos e feridos", ou seja, por aqueles que não foram eleitos nessas eleições como uma espécie de "prêmio de consolação".Em uma ´conference call´ promovida nesta tarde pela área de Análise Política da Tendências Consultoria Integrada, Jobim destacou que a formação do novo ministério tem de ser feita com lucidez, porque essa é uma questão que terá influência na construção da governabilidade.Apesar dessa avaliação, o ex-presidente do STF não quis comentar sobre a eventual participação que poderá ter neste novo ministério, alegando que essa pergunta era extra pauta e, portanto, não iria responder. Jobim está sendo cotado para assumir o ministério da Justiça, caso o atual titular, Márcio Thomaz Bastos, confirme sua disposição de deixar o governo. Outra hipótese também veiculada pela imprensa é que ele seja responsável pela Articulação Política.Diálogo forteAlém de destacar que a nova equipe de governo não pode servir, na prática, de prêmio de consolação para correligionários derrotados nessas eleições, Jobim acredita que é fundamental também o governo petista estabelecer um entendimento institucional com os partidos. Ele defende um diálogo forte do governo com o Parlamento e alega que isso deve ser feito por uma representação política respeitada, acatada pelo governo e com capacidade de diálogo com o Congresso. "E que tenha acesso não só a partidos, mas também a indivíduos", complementou.

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