Ministério Público quer aproximação com Dilma

Depois de longo período em que o relacionamento com setores do governo Lula e sua base aliada no Congresso em diversas oportunidades foi crítico, o Ministério Público (MP) vê na gestão da presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), oportunidade para uma convivência amistosa. Dos dois lados surgiram manifestações que revelam interesse em uma aproximação e uma etapa sem tensões.

AE, Agência Estado

04 de novembro de 2010 | 09h03

A Associação dos Membros do Ministério Público (Conamp) - entidade que abriga 14 mil integrantes - enviou ontem carta à petista congratulando-a "em razão da retumbante vitória nas urnas". O documento é subscrito por César Mattar Jr., presidente da entidade. Em nome de sua classe, ele destaca que os promotores estão certos de que Dilma "prestigiará os órgãos externos de controle, muito particularmente o Ministério Público, instituição inarredável ao estado democrático de direito e às metas sociais de vosso governo".

"Não estamos fazendo cobranças, esse não é o momento. Até porque ela (Dilma) já estendeu a mão", anotou Mattar Jr. "Importante é que haja um canal de diálogo. O mínimo que se pode esperar é que ela defenda o fortalecimento das instituições, não só o Ministério Público como as polícias, por meio de um novo pacto republicano. O País espera que essa onda de corrupção seja banida de uma vez por todas."

Compromisso

Em seu primeiro pronunciamento, após ser proclamada vencedora, domingo à noite, Dilma declarou que não terá tolerância com o "erro e o malfeito" na administração e que dará respaldo aos órgãos de fiscalização e de controle. A Constituição confere ao MP papel de guardião da democracia e fiscal da lei. A ele cabe investigar corrupção e improbidade. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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