Ministério Público pede bloqueio de bens de envolvidos no escândalo do Turismo

Investigação da Polícia Federal apura o esquema de desvio de verbas no ministério

Leandro Colon, enviado especial de O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2011 | 20h35

MACAPÁ - O Ministério Público Federal pediu nesta segunda-feira, 15, à Justiça Federal o bloqueio dos bens dos investigados pela Operação Voucher, que apura um esquema de desvio de verbas no Ministério do Turismo. De acordo com a solicitação, assinada pelo procurador Celso Leal, há pelo menos 20 imóveis que podem ser bloqueados, além de contas bancárias das empresas de fachadas ligadas às investigações. Os valores envolvidos no pedido de bloqueio chegam a pelo menos R$ 4 milhões, que é o mínimo que teria sido desviado dos cofres do Ministério do Turismo.

 

A Operação Voucher começou após uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) identificar fraudes num convênio de R$ 4,4 milhões do Turismo com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi). A entidade teria, segundo as investigações, repassado os recursos para empresas de fachada e os serviços jamais foram executados. Outro convênio, no valor de R$ 5 milhões, também não teria sido realizado. Os dois receberam o dinheiro oriundo de emenda parlamentar da deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP). Antes do Ibrasi, o esquema, segundo a investigação, entrou em ação por meio da entidade Conectur, que funciona numa igreja evangélica. Numa entrevista exclusiva ao Estado, o dono da Conectur, o pastor Wladimir Furtado, afirmou que a deputada tentou assumir um convênio de R$ 2,5 milhões, transformando sua entidade numa espécie de "laranja".

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