Ministério Público pede a eleitor que vigie políticos

O Ministério Público paulista inicia nesta segunda-feira a campanha Ética, com o objetivo de esclarecer a sociedade sobre o papel da instituição e pedir-lhe que fique de olho nos políticos. "Agora que os candidatos eleitos tomaram posse, sua responsabilidade aumentou", diz o texto do filme da campanha, a ser divulgado nas principais emissoras de TV."Queremos mostrar à população que o Ministério Público é seu aliado na cobrança de uma atitude ética entre os políticos recém-eleitos", diz Roberto Livianu, coordenador da Assessoria Especial de Comunicação do MP. Produzido pela Futura Propaganda, o filme traz manchetes de jornais sobrepostas, sobre desmandos e falta de ética de políticos."A intenção é mostrar que a responsabilidade do eleitor vai além do voto", conta Nicolla Ragio, diretor de Criação da Futura. "Fiscalizar o trabalho dos políticos que ele ajudou a eleger é fundamental."A campanha também é uma reação à nova ofensiva contra a autonomia dos promotores na apuração de crimes atribuídos a políticos. Em novembro, resolução do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) garantiu a autonomia e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrou com ação contra ela no Supremo Tribunal Federal.SupersaláriosO CNMP deve concluir até fevereiro levantamento sobre os supersalários nas promotorias de todo o País. A pesquisa está sendo feita com absoluta discrição.Dados preliminares indicam que cerca de 45% dos membros do MP ganham acima do teto do funcionalismo, que é de R$ 24,5 mil. O maior contracheque é do procurador Antonio de Pádua Bertone: R$ 55 mil por mês. O CNMP só vai divulgar os dados quando acabar a pesquisa.

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