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Ministério Público pede 450 anos de prisão para ex-primeira-dama de Campinas

Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime (Gaeco) apontam Rosely Santos como chefe de um suposto esquema de fraudes em contratos da empresa de saneamento, Sanasa, durante a gestão do prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos (PDT)

Ivan Lopes, especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

17 de junho de 2015 | 16h25

Campinas - O Ministério Público pediu à Justiça pena máxima (450 anos de prisão) para a ex-primeira-dama e ex-chefe de Gabinete de Campinas, a 90 quilômetros de São Paulo, Rosely Nassim Santos.  O anúncio foi feito nesta terça-feira, 16. 

Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime (Gaeco) apontam Rosely como chefe de um suposto esquema de fraudes em contratos da empresa de saneamento, Sanasa, durante a gestão do prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos (PDT). O então prefeito se livrou da investigação porque na época tinha foro privilegiado. 

O MP também pediu a prisão do vice-prefeito de Hélio, também cassado, Demétrio Vilagra (300 anos), do ex-diretor de controle urbano Ricardo Cândia (400 anos), do ex-diretor técnico da Sanasa Aurélio Cance Júnior (400 anos), do ex-diretor Financeiro da empresa de saneamento Marcelo Figueiredo (400 anos); e 146 anos para José Carlos Cepera (empresário), Maurício Manduca (acusado de lobby) e Emerson Geraldo de Oliveira (acusado de lobby).

 Outros empresários que são réus no caso, a promotoria aponta entre 21 e 71 anos de prisão. No caso do ex-secretário de Segurança Carlos Henrique Pinto, o pedido é de 3 anos. O MP ainda pediu o perdão judicial do ex-presidente da Sanasa e delator do suposto esquema de fraudes, Luiz de Aquino.

 

Francisco de Lagos, ex-secretário de Comunicação na gestão de Hélio de Oliveira Santos, que morreu em 2014, teve a pena extinta.  Segundo a 3ª Vara Criminal, os advogados dos réus têm até 60 dias para apresentarem as alegações finais. A decisão da Justiça deve sair em setembro.  Advogados dos réus dizem discordar do pedido do MP. 

O suposto esquema veio à tona em maio de 2011, quando 11 pessoas, entre elas secretários municipais e ex-diretores da Sanasa, chegaram a ser presas preventivamente durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime (Gaeco).

A suspeita de corrupção em contratos da autarquia motivou a abertura de duas comissões processantes na Câmara de Vereadores, em 2011. O então prefeito Hélio de Oliveira Santos foi cassado em agosto, enquanto que o vice, Demétrio Vilagra, deixou o Executivo após sofrer impeachment em dezembro.

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