Mastrângelo Reino/Estadão
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Ministério Público italiano pede para Pizzolato voltar à prisão

Promotoria alega haver 'risco de fuga' por parte do ex-diretor do Banco do Brasil, condenado no mensalão, e volta a defender extradição

Jamil Chade, correspondente de O Estado de S. Paulo, O Estado de S. Paulo

17 de novembro de 2014 | 11h26

Atualizado às 15h40

VIENA - O Ministério Publico da Itália recorreu da decisão do Tribunal de Bolonha de negar a extradição do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado por envolvimento no mensalão. O MP italiano acredita que o brasileiro precisa cumprir sua pena no Brasil e pediu a volta do ex-diretor à prisão alegando que existe "risco de fuga" permanente por conta do seu histórico.

O pedido de prisão faz parte do recurso apresentado nesta segunda-feira, 17, pela promotoria italiana que tenta reverter a decisão da Corte de Bolonha que negou a extradição do brasileiro. O ex-diretor do Banco do Brasil foi condenado a doze anos e sete meses de prisão. Em outubro de 2013, ele fugiu para a Itália com um passaporte falso de um irmão morto há mais de 30 anos. Em fevereiro deste ano, ele acabou sendo descoberto na casa de um sobrinho na cidade de Maranello, no norte da Itália, e levado para a prisão de Modena.


O Brasil pediu sua extradição e o Ministério Público Italiano saiu em defesa do argumento brasileiro. No início de novembro, no entanto, o Tribunal de Bolonha rejeitou o pedido e liberou Pizzolato. Com o recurso, o caso será enviado à Corte de Cassação de Roma, mas uma audiência deverá ser convocada apenas em meados de 2015. Até lá, Pizzolato é um homem livre na Itália.

Para fundamentar a negativa da extradição, a corte afirmou que o Brasil não deu garantias de que o Complexo da Papuda teria condições de assegurar a proteção de Henrique Pizzolato e confirmou que tomou a decisão de não extraditá-lo baseada apenas nesse argumento. Mas a corte rejeitou o argumento do brasileiro de que o processo do mensalão foi "político" e que ele não teve o direito de se defender.

A defesa de Pizzolato utilizou relatórios da ONU e da Anistia Internacional para convencer os juízes italianos de que Pizzolato não deveria ser mandado ao Brasil.

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