Agência Estado
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Ministério Público é a favor da cassação do governador de RO

Documento enviado ao TSE informa que há evidências de compra de votos no Estado nas eleições de 2006

Central de Notícias,

08 de junho de 2009 | 16h42

O Ministério Público Eleitoral (MPE) é a favor da cassação do governador de Rondônia, Ivo Cassol, e do seu vice, João Aparecido Cahulla. Em documento enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o procurador Antonio Fernando Souza afirmou que há evidências de captação ilícita de sufrágio e abuso de poder econômico durante a campanha ao governo nas eleições de 2006. O TSE divulgou a informação na tarde desta segunda-feira, 8.

 

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Segundo o TSE, Souza menciona que cinco testemunhas confirmaram o esquema de compra de votos para o governador. Conforme os depoimentos, os funcionários de uma prestadora de serviço de vigilância foram abordados para votarem em Cassol em troca de R$ 100. A Polícia Federal quebrou o sigilo bancário dos empregados e descobriu a existência de centenas de depósitos efetuados no Banco do Brasil entre a tarde do dia 28 e a manhã do dia 29 de setembro de 2006, uma semana antes do pleito.

 

A investigação resultou, ainda, na identificação dos responsáveis pelos depósitos e as ligações deles com o senador Expedito Júnior (PR-RO) e com Cassol. De acordo com o TSE, no fim do documento, o procurador relembra que o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia já cassou o governador por essa suspeita de compra de votos e que Cassol permanece no cargo graças a uma liminar concedida pelo ministro Arnaldo Versiani, em novembro do ano passado.

 

No fim de maio, o Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região suspendeu a decisão da Justiça Federal em Rondônia de afastar do cargo, por 90 dias, Cassol.

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