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Ministério Público do DF pede apuração de agressões a enfermeiros e jornalistas em protesto

Resultados das investigações da Polícia Civil devem ser remetidos em 30 dias ao MP para as providências cabíveis

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de maio de 2020 | 17h38

BRASÍLIA – O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) requisitou à Polícia Civil do DF a apuração de agressões sofridas por enfermeiros e jornalistas durante manifestações recentes.

Os resultados das investigações devem ser remetidos em 30 dias ao Ministério Público para as providências cabíveis. O documento foi assinado pelo Núcleo de Investigação e Controle Externo da Atividade Policial (Ncap).

As agressões foram registradas, primeiro, na sexta-feira, 1º, em um protesto de enfermeiros em frente ao Palácio do Planalto. Um pequeno grupo, cujos integrantes se apresentaram como apoiadores de Bolsonaro, começou a hostilizar os enfermeiros, defensores do isolamento social como forma de conter a epidemia de coronavírus – o presidente contesta esse método e defende a reabertura de escolas e retomada de atividades econômicas.

O segundo episódio ocorreu no domingo, 3, quando profissionais de imprensa foram agredidos por militantes bolsonaristas durante um ato pró-governo, também em Brasília. O ato defendia causas inconstitucionais e antidemocráticas, como fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF).

No domingo, a equipe de profissionais do Estado também foi alvo de agressões físicas e verbais. O repórter fotográfico Dida Sampaio e o motorista Marcos Pereira foram agredidos fisicamente enquanto registravam a presença de Bolsonaro na rampa do Palácio do Planalto e tiveram de deixar o local escoltados pela Polícia Militar. O procurador-geral da República, Augusto Aras, enviou ofício à procuradora-geral de Justiça do Ministério Público do DF, Fabiana Costa Oliveira Barreto, pedindo a apuração das agressões sofridas. 

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