Ministério Público adia julgamento do procurador Schelb

O Conselho Superior do Ministério Público adiou, hoje durante sessão secreta, a decisão de aceitar ou não de processar o procurador Guilherme Schelb. Ele foi acusado pela comissão de sindicância da corregedoria geral da procuradoria, de comportamento inadequado por ter solicitado a grupos econômicos o financiamento de R$ 70 mil para a sua empresa, a GS Centro de Educação e Prevenção Infanto-Juvenil, que atua em projetos de prevenção a crimes entre os adolescentes.A decisão do conselho empurra o julgamento para fevereiro, data provável da próxima reunião do órgão superior do Ministério Público. A comissão de sindicância da corregedoria constatou que Schelb pediu a várias empresas - entre elas a Brasil Telecom, a Souza Cruz, Coca-Cola, Fiat e Volkswagem, entre outras - o dinheiro para financiamento dos projetos de sua empresa.O julgamento do caso Schelb ocorrerá em duas etapas. O primeiro, suspenso hoje, decidirá se abre ou não processo contra o procurador, recebendo as acusações da corregedoria. A segunda é o julgamento do mérito da denúncia, para definir se o procurador cometeu ou não ilegalidades ao pedir o financiamento empresas que, pelas suas atribuições, poderiam ser fiscalizadas por Schelb. O procurador geral, Cláudio Fontelles, proibiu qualquer pronunciamento de membro do Ministério Público sobre o caso. O pedido de adiamento foi feito pelo advogado contratado por Schelb, Antônio Carlos de Almeida Castro, um dos mais caros de Brasília. Schelb foi um dos procuradores que denunciou o ex-ministro Eduardo Jorge, e outros ministros do governo Fernando Henrique que utilizaram jatinhos oficiais para viagens de férias.

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