Ministério exonera mais 10 por envolvimento em fraude

O Ministério da Saúde determinou a exoneração de mais 10 funcionários por suspeita em envolvimento no esquema de fraude na compra de hemoderivados, investigada pela Operação Vampiro. Entre os funcionários exonerados está o diretor-executivo do Fundo Nacional de Saúde, Reginaldo Muniz, ex-coordenador geral da Coordenadoria de Recursos Logísticos do Ministério da Saúde (CGRL). Cinco dos funcionários afastados eram da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A partir de hoje, todos os processos licitatórios do Ministério da Saúde feitos desde janeiro de 2003 começam a ser auditados. A Operação Vampiro foi deflagrada semana passada, fruto de investigações de um esquema de fraude que teria se iniciado no governo Fernando Collor e sobrevivido até a gestão atual para a compra de hemoderivados, remédios indispensáveis para pacientes com hemofilia. Com as investigações, 17 pessoas tiveram a prisão decretada. Atualmente, 13 continuam presas ? 3 foram liberadas e uma pessoa ainda está foragida. Entre os principais envolvidos no esquema de fraude está o ex-coordenador da CGRL, Luiz Cláudio Gomes da Silva ? que havia sido levado para o cargo por indicação pessoal do ministro da Saúde, Humberto Costa. As denúncias envolvendo Gomes da Silva indicam que as fraudes ocorriam em vários processos licitatórios, não apenas com hemoderivados. Por isso, uma comissão de auditores começa a analisar hoje todos os processos de licitação da pasta. O ministério classificou as 10 exonerações como ?preventivas?, pois não há comprovação de que todos tenham envolvimento com o esquema de fraude. Com as determinações de ontem, sobe para 25 o número de baixas no ministério provocadas pela Operação Vampiro. Semana passada, 15 pessoas foram exoneradas ? 6 delas haviam sido presas e 3, tiveram mandado de busca e apreensão executado pela Polícia Federal.

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