Ministério deu verba a ONG de PM após desvio

Pouco mais de seis meses depois de constatar "irregularidades graves" em convênio de R$ 2 milhões com a Federação Brasiliense de Kung Fu (Febrak), comandada pelo policial militar João Dias, o Ministério do Esporte fechou um segundo contrato com ele - destinando verbas a outra entidade em seu nome. Foi João Dias quem denunciou esquema de propina no programa Segundo Tempo e acusou o ministro Orlando Silva de corrupção.

AE, Agência Estado

19 de outubro de 2011 | 12h01

Na época da assinatura do convênio, o PM era candidato a deputado distrital pelo PC do B, partido do então ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, e de seu sucessor, Orlando Silva. Atualmente Agnelo é filiado ao PT.

O dinheiro destinado a atividades esportivas de 15 mil crianças e jovens fora do turno escolar foi quase integralmente desviado. Pouco mais de 200 crianças teriam sido atendidas, em instalações e horários impróprios, sem material, e recebendo biscoitos em vez de refeições.

O desvio de dinheiro público nos convênios levou João Dias à prisão em abril do ano passado. De acordo com ação apresentada pelo Ministério Público Federal, em valores corrigidos, o total desviado alcança R$ 4 milhões.

A reportagem flagrou, estacionados na garagem da residência de Dias, em Sobradinho (DF), cinco carros de luxo, entre eles um Camaro vermelho 2011, uma BMW conversível e um Volvo C-30. Juntos, valem cerca de R$ 700 mil. Os carros são parte dos sinais de enriquecimento que ele ostenta. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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