Ministério descobre trabalhadores escravos na Bahia

Subiu para 304 o número de baianos libertados do trabalho escravo, somente este ano, na região oeste do Estado, depois que os fiscais do governo federal resgataram um grupo de 22 adultos e oito crianças no município de Riachão das Neves.O grupo vinha sendo submetido ao trabalho sem qualquer pagamento e habitando barracas improvisadas com lonas, em um matagal da fazenda. As pessoas foram recrutadas para a colheita de milho e receberiam R$1 por cada saca. Os fiscais do Ministério do Trabalho apuraram que os trabalhadores chegaram por meio de um acerto com o encarregado da fazenda, mas logo na primeira noite foram obrigados a dormir ao relento. O fornecimento de água era gratuito, mas os valores referentes à comida seriam descontados do pagamento. Os trabalhadores alegaram que foram impedidos de sair da propriedade pois ficaram devendo e não tinham recebido dinheiro para pagar. Segundo as leis internacionais, o trabalho escravo ficou caracterizado por conta da apreensão de documentos, além das dívidas impostas de forma arbitrária. O proprietário da fazenda Bertolino Prado mora no Paraná e será ouvido pelo ministério no inquérito instaurado para apurar responsabilidades.

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