Tasso Marcelo/AE
Tasso Marcelo/AE

Ministério defende seus critérios e culpa entidades

Segundo governo, convênios são feitos com critérios técnicos e por chamamento público; ONGs são responsáveis por estruturação de núcleos do programa

Leandro Colon, de O Estado de S.Paulo,

19 de fevereiro de 2011 | 21h50

BRASÍLIA - O Ministério do Esporte responsabilizou as entidades contratadas pelas falhas no Programa Segundo Tempo. Segundo o ministério, não há previsão de início das atividades dos convênios para a região do Distrito Federal mencionados na reportagem do Estado.

 

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Em resposta ao jornal, argumentou que as ONGs de Ceilândia e Novo Gama - que já receberam metade dos recursos, mas não deram início ao programa - ainda não cumpriram algumas exigências. "Cabe à entidade parceira promover a estruturação do projeto", informou o ministério.

 

Em relação ao Instituto de Desenvolvimento da Criança e do Adolescente (Idec), do Novo Gama (GO), que recebeu já R$ 393 mil, o ministério afirmou que "a área técnica concluiu pela existência de pendências em ações essenciais". "No momento não há previsão para a ordem de início."

 

Já sobre o convênio com a Associação Ação Solidária e Inclusão Social, de Ceilândia (DF), informou que a entidade não iniciou "sequer o cadastramento dos recursos humanos e beneficiados".

 

Mesmo assim, a pasta defendeu o critério de escolha das entidades. "Para escolher ou renovar parcerias, a Secretaria Nacional de Esporte Educacional realiza chamamento público, um procedimento de seleção de entidades e órgãos com capacidade técnica e operacional para executar o programa."

 

O presidente do PC do B do DF, Apolinário Rebelo, admitiu ao Estado ligação com as entidades que receberam recursos. Para ele, não há problemas em ter anunciado o projeto durante a campanha eleitoral, mesmo que não tenha começado até hoje.

 

"Na verdade, esse negócio de começar ou não é porque o ministério tem um rito que varia de entidade para entidade. Quando está tudo acertado, o ministério autoriza", disse. Ele confirmou que teve, na eleição passada, o apoio do casal Ronaldo Firmino da Silva e Glaucia Nunes, e de Ranieri Gonçalves, dirigentes das entidades fantasmas. "O Ronaldo e a Glaucia são da nossa coligação."

 

O casal atribui a problemas burocráticos a não aplicação do programa. O convênio se encerra em março, mas Firmino e Glaucia já avisam que vão pedir a prorrogação. Ambos são filiados ao PT.

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