Ministério da Saúde contesta relatório do Unicef

O Ministério da Saúde divulgou nota nesta segunda-feira contestando o relatório Situação Mundial da Infância 2007, preparado pelo Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef). O documento coloca o Brasil em 86º lugar entre 190 países (sendo 190º o melhor colocado). É o quinto ano consecutivo que o Brasil cai no ranking. Desde 2003, já perdeu sete posições. A comparação com os vizinhos da América Latina é dolorosa. Entre 21 países, o Brasil é o 15º. A maior economia da América Latina fica atrás de El Salvador e República Dominicana, e muito longe de Argentina, Uruguai e Chile. De acordo com o ministério, a metodologia usada pelo Unicef "superestima a mortalidade infantil" no País, especialmente o dado usado para o ranking dos Países, de mortalidade em menores de cinco anos. O relatório revela que a cada grupo de mil crianças brasileiras nascidas vivas, 33 morrem antes de completar 5 anos de idade. No ranking anterior, o índice de mortalidade era de 34 para cada grupo de mil. "As estimativas da taxa de mortalidade infantil (até um ano) e da taxa de mortalidade na infância (até cinco anos) divulgadas pelo Unicef para 2005 apresentaram valores de 31 e 33 óbitos por mil nascidos vivos, respectivamente. A estatística oficial do Ministério da Saúde estima uma taxa de mortalidade infantil de 22,58 óbitos por mil nascidos vivos e uma taxa de mortalidade na infância de 26,85 óbitos por mil nascidos vivos em 2004", diz a nota. O texto ressalta, ainda, que a tendência tem sido de queda e não houve nenhum aumento dos índices entre 2002 e 2004. O ministério reclama não saber qual a metodologia usada pelo Unicef e que não houve qualquer discussão com a área técnica do governo sobre os dados usados pelo Fundo. De acordo com a nota, o governo usa, para estimar suas taxas, os dados diretos coletados diretamente pelo sistema de informação de mortalidade em oito Estados que tem melhor cobertura e estimativas feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos demais.

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