Ministério da Saúde confirma cinco mortes por febre amarela

O Ministério da Saúde confirmounesta terça-feira a morte de cinco pessoas por febre amarela,incluindo um cidadão espanhol, ao mesmo tempo em que milharesde pessoas, com medo de um surto da doença, formavam filas nospostos de saúde atrás de vacinas. Os casos atingiram pessoas que viajaram a zonas de risco emáreas rurais e não estavam imunizadas, disse um porta-voz doministério. Elas contraíram a chamada febre amarela silvestre,que afeta macacos e é transmitida por mosquitos aos humanos. Outra pessoa foi contaminada, mas ela está sendo tratada,acrescentou o porta-voz. Até terça, um total de 27 possíveiscasos da doença foram reportados ao ministério. Desses, seisforam descartados e 15 ainda estão sob investigação. O Ministério da Saúde havia confirmado, até segunda, apenastrês casos de febre amarela, com duas mortes. Entre as novas vítimas confirmadas está o espanhol SalvadorPérez, de 41 anos, que faleceu no final de semana após visitaruma área rural em Goiás, no centro-oeste do país. Outros casos confirmados correspondem a um empresário,morto há uma semana no Paraná, e a uma moradora de São Paulo,que visitou Goiás. As autoridades salientaram que a febre amarela urbana,transmitida de pessoa a pessoa, foi erradicada do Brasil em1942, e desde então só tem sido registrada a modalidadesilvestre. Em ambos os casos, os vetores são os mosquitos. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse no domingona televisão que "não há risco de epidemia" no país. Segundo o ministério, os casos registrados nos últimos anossão de pessoas não vacinadas, que foram infectadas em áreas derisco. O governo exortou a população a se vacinar somente seviajar para essas regiões. Mesmo assim, longas filas se formaram nos postos de saúdeem todo o país, e somente em Goiás e no Distrito Federal sevacinaram quase 2 milhões de pessoas nos últimos dias, disse oporta-voz do ministério. Segundo as autoridades, entre 1996 e 2007 o Brasilregistrou 349 casos de febre amarela silvestre, com 161 mortes.Em 2007, foram notificados seis casos da doença, com cincoóbitos. Apesar de ter descartado uma epidemia, o governo adotoumedidas para prevenir o contágio. As autoridades advertiramsedes diplomáticas sobre a necessidade de vacinação de pessoasque viajem a áreas de risco. Entre outras medidas está um pedido feito na semana passadaà Fundação Oswaldo Cruz, que fabrica a vacina, para queduplique a produção de doses em 2008 para quase 30 milhões.

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