Ministério corta gastos da Funai, Polícia Rodoviária e PF

O Ministério da Justiça decidiu realizar uma série de cortes e readequações de gastos em três de seus principais órgãos, para evitar falta de recursos para a segurança pública. A partir de agora, a Fundação Nacional do Índio (Funai), Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal terão que reduzir 15% de suas despesas com passagens e diárias para funcionários, e 10% com telefone e informática, segundo determina portaria do ministério, publicada hoje no Diário Oficial. O ministério admite ainda que, em alguns dias, os cortes atingirão até mesmo o cafezinho, serviços de limpeza e conservação dos prédios públicos. Além disso, alguns servidores deverão trocar seus celulares pós-pagos por pré-pagos.Na semana passada, algumas áreas do Ministério da Justiça estavam funcionando de forma precária, em função do contigenciamento de recursos do orçamento. Na PF, por exemplo, algumas operações permanentes de fiscalização de fronteiras estavam sendo suspensas por falta de dinheiro para manutenção dos agentes. No Nordeste, delegados chegaram usar recursos próprios para cobrir diárias de agentes e evitar, dessa forma, a interrupção de investigações.Diante da crise, que poderá se agravar, o Ministério da Justiça decidiu reduzir custos dos três órgãos, justamente os que mais gastam, principalmente em passagens e diárias. A partir de agora, PF, PRF e Funai terão que pechinchar. A portaria, assinada pelo secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Teles Barreto, determina que os bilhetes terão que ter o menor preço e, por este motivo, todas as viagens nacionais devem ser programadas com cinco dias de antecedência. As internacionais, que serão autorizadas só em último caso, devem ser programadas quinze dias antes.Nas três repartições, os telefones fixos não poderão mais fazer chamadas interurbanas, internacionais e nem mesmo para celulares. Os aparelhos de fax só devem ser usados para transmissão de mensagens oficiais e não podem mais ser utilizados para fazer cópias.Funcionário de confiança que exceder nas ligações dos celulares terá que pagar a diferença do próprio bolso ou perderá o direito a este tipo de benefício. O Ministério da Justiça também vai reduzir o número de aparelhos telefônicos à disposição de servidores.

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