Ministério atribui atraso à demora do governo local em fornecer documentos

O Ministério da Integração Nacional voltou ontem a informar que a demora na liberação dos recursos prometidos para combater a seca no Piauí reflete a lentidão do governo estadual em fornecer a documentação necessária para tirar o acordo do papel. Encarregado de conduzir o processo, o secretário nacional da Defesa Civil, coronel Roberto Guimarães, confirmou que se encontrou ontem com o secretário estadual da área, Fernando Monteiro. Somente nessa reunião, segundo ele, é que o governo piauiense forneceu a maioria dos documentos necessários. Ainda assim, de acordo com o coronel, restam algumas pendências, como a relação de parte dos beneficiários do convênio.Guimarães esclareceu, entretanto, que o material entregue ontem foi suficiente para que a sua secretaria concluísse o parecer técnico referente ao convênio. Os documentos foram encaminhados à assessoria jurídica do ministro Geddel Vieira Lima, para mais uma etapa de análise. "Nós buscamos uma forma de atropelar um pouco a burocracia, desde que isso não significasse atrapalhar a legalidade", afirmou Guimarães. Em nome do ministro, que está em viagem ao interior da Bahia, Guimarães explicou que, nos últimos meses, a pasta buscou outros meios para auxiliar o Piauí no combate à seca, já que exigências legais impediam a liberação do convênio sem os documentos necessários. Esse esforço, de acordo com ele, resultou em gastos da ordem de R$ 2,8 milhões para permitir a distribuição de água na região.Ele citou como exemplo o fato de o Exército manter caminhões-pipa em 65 municípios piauienses para realizar o abastecimento. Outra medida citada é a distribuição de 22 mil cestas de alimentos.ALTERNATIVAHá algumas semanas, Geddel já havia dito ao Estado que a pasta havia se empenhado em encontrar uma forma alternativa de prestar a assistência necessária ao governo do Piauí. "Não é só anunciar que o dinheiro chega na hora, existem regras", afirmou o ministro, na ocasião.Apesar do montante gasto até agora, o secretário nacional da Defesa Civil assegurou que o governo continua disposto a autorizar a liberação dos R$ 3,2 milhões previstos inicialmente no convênio. "Queremos que o Estado se torne o gestor de todo esse programa", disse.

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