Ministério ameaça intervir em planos de saúde

O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira que poderá intervir nos planos de saúde se eles não corrigirem os métodos usados para burlar a lei que regulamentou o setor. De acordo com participantes do Fórum de Saúde Suplementar, que reuniu nesta semana representantes de usuários, do governo e das operadoras, o cartão-desconto e os planos individuais vendidos como coletivos são os principais problemas do setor, que atende a mais de 35 milhões de pessoasNeste ano, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) recebeu várias denúncias contra o cartão-desconto, vendido como se fosse plano, que oferece abatimentos em consultas e exames e não serve quando a pessoa precisa de internação ou de atendimentos mais complexos.O representante do Conselho Nacional de Saúde, Mário Scheffer, diz que operadoras também passaram a oferecer planos coletivos - específicos para empresa - a famílias ou grupo de pessoas. Eles pagam menos do que por um plano individual, mas ficam sujeitos à suspensão do contrato a qualquer momento e sem a regulação de reajustes.Durante o fórum, operadoras acusaram o controle de preços de asfixiar o setor; os médicos e hospitais reclamam de descredenciamento unilateral por parte das operadoras e que a remuneração não é pactuada; e os usuários gostariam de poder mudar de plano sem perder as carências já cumpridas e a assistência integral. Cerca de 65% dos usuários possuem contratos antigos e não se transferiram para os planos novos, apesar de ter o direito assegurado em lei, porque teriam de pagar mensalidades mais altas.

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