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"Mínimo, só quando eu fui office-boy", diz Dirceu

O ministro da Casa Civil, José Dirceu, usou ontem uma frase no mínimo curiosa ao ser questionado por jornalistas sobre o novo valor do salário mínimo, em discussão pelo governo. Abordado sobre o assunto, à saída do Palácio do Itamaraty, Dirceu não quis fazer comentários sobre cifras. "Salário mínimo, só quando eu fui office-boy", respondeu. Escaldado com a crise do caso Waldomiro Diniz, o ministro tem evitado envolver-se em temas polêmicos. E o salário mínimo é um deles, tendo de um lado os meios políticos, que pedem valores de R$ 280 ou mais, e de outro a equipe econômica fazendo contas, com o argumento de que cada real acima de R$ 249 custaria ao governo R$ 142 milhões a mais em 2004, de maio a dezembro. Foi desse vespeiro que ele tentou se esconder ontem - mas sua frase soou para alguns como preconceituosa, pela referência à profissão de office-boy, ou ofensiva aos milhares de brasileiros que vivem com o salário mínimo. Na prática, Dirceu tem estado na defensiva desde que se tornaram públicas as atividades de Waldomiro Diniz, Ou então, ele participa de assuntos bem específicos, como na apresentação da mensagem sobre agências reguladoras, na semana passada, ou ontem, numa palestra sobre políticas sociais.

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