Mínimo será de R$ 545 para revalidar acordo de reajuste, diz Mantega

Segundo ele, o governo não vai abrir mão do valor pois surgiu da regra que vem trazendo ganhos reais substanciais para o mínimo desde 2007

Ricardo Leopoldo e Daiene Cardoso, da Agência Estado,

04 de fevereiro de 2011 | 14h46

SÃO PAULO - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi peremptório ao afirmar que o novo valor do salário mínimo será de R$ 545. Segundo ele, o governo não vai abrir mão do valor pois surgiu da regra que vem trazendo ganhos reais substanciais para o mínimo desde 2007. "Queremos revalidar em 2011 essa regra que foi defendida pelos trabalhadores e trouxe muitos ganhos para eles", afirmou em entrevista coletiva após encontro de três horas realizado nesta sexta-feira, 3, com as principais centrais sindicais do País em São Paulo nesta.

 

"Com esse acordo, os ganhos do salário mínimo para 2012 já estão assegurados e serão expressivos", afirmou o ministro. Para o próximo ano, provavelmente o mínimo deve subir 12,5%, levando em consideração estimativas do Ministério da Fazenda. A Pasta prevê crescimento do PIB de 7,5% em 2010 e inflação oficial de 5% em 2011. Com base nesses cálculos o mínimo subiria para R$ 613,00 em 2012.

 

Mantega também deixou claro que, além do cumprimento da regra que valeu nos últimos quatro anos e que, portanto, tem de prevalecer em 2011, o governo leva em consideração também a necessidade de "cortar despesas". O Poder Executivo tem uma meta de superávit primário de 3% do PIB e, segundo analistas, precisará cortar R$ 50 bilhões em gastos públicos neste ano.

 

O ministro ressaltou que a política salarial e econômica do governo Dilma é igual a do presidente Lula. Poucos minutos antes, o secretário geral da Presidência, Gilberto Carvalho, fez um comentário semelhante e destacou que o governo é pautado por dois princípios: a responsabilidade econômica e o desenvolvimento social da população.

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