Mínimo e desemprego recorde marcam o Dia do Trabalhador

Queixas pelo reajuste do salário mínimo para R$ 260 e o desemprego recorde vão marcar as festas do Dia do Trabalhador em São Paulo, promovidas pelas duas maiores centrais sindicais do País, a Central Única dos Trabalhadores e a Força Sindical. A CUT ainda alimenta a esperança de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participe do evento na avenida Paulista, mas, por enquanto, só foi feita uma gravação de um vídeo para ser apresentado na cerimônia. Na agenda do presidente está prevista apenas a participação da Missa do Dia do Trabalhador, na Igreja Matriz de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, onde ele mora. Depois das reclamações feitas essa semana pelo presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, de que a propaganda da CUT, com o slogan "O 1º de Maio este ano é na Paulista", provocaria confusão entre as pessoas porque a Força manterá sua festa na praça Campo de Bagatelle, o presidente da CUT, Luiz Marinho, pediu hoje que a Força "não tumultue" a festa da avenida Paulista. "Não sei se vão provocar alguma bagunça para cá, mas espero que a Força tenha responsabilidade com as pessoas que virão à Paulista", afirmou Marinho."O Marinho está de picuinha, o que não é bom para o movimento sindical", afirmou o secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves, o Juruna. Para "apimentar" um pouco mais a festividade, como admite Juruna, a Força, em conjunto com Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Social Democracia Sindical (SDS) e Central Autônoma dos Trabalhadores (CAT), lançaram hoje o "Manifesto das Centrais Sindicais do Brasil".No documento, que não tem a assinatura da CUT, a maior central sindical do País, as demais entidades cobram do governo Lula "ousadia para realizar as mudanças que se fazem necessárias" e enfrentar os problemas de distribuição de renda, exclusão social e violência. "Vamos adotar um tom crítico, porque essa é a nossa função", disse Juruna.Além do já tradicional sorteio de carros e imóveis e da apresentação de grupos musicais populares, o evento da Força promete contar com a presença de críticos ao governo Lula, caso do presidente de honra do PDT, Leonel Brizola, e do secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, entre outros. A Força promete a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB), não confirmada pelo Palácio dos Bandeirantes, e do ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, que recebeu garantia do próprio Paulinho de que ele não será hostilizado.Do lado da CUT, além de Berzoini, a central contará com as presenças do presidente nacional do PT, José Genoino, dos senadores Aloizio Mercadante (PT-SP) e Eduardo Suplicy (PT-SP) e, ainda não confirmado, dos ministro da Articulação Política, Aldo Rebelo, e da Casa Civil, José Dirceu, além de artistas e músicos populares.

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