Mínimo deve ser avaliado junto com políticas sociais, diz Palocci

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, defendeu hoje, em reunião com os senadores dos partidos aliados, que o valor do salário mínimo deve ser avaliado em conjunto com as políticas sociais do governo. Em entrevista concedida após o encontro com os senadores, Palocci afirmou que o governo deve investir neste ano mais de R$ 10 bilhões na Lei Orgânica da Assistência Social, que atende às pessoas portadoras de deficiência e idosos, mais o Bolsa Família e outros programas de transferência de renda. Esses recursos, segundo o ministro, somados ao aumento do salário mínimo, têm resultado expressivo no combate à pobreza e na melhoria das condições de renda da população. "Programas como Bolsa Família e Salário Família têm impacto no combate a pobreza maior até do que o valor do salário mínimo", ressaltou Palocci, que apresentou esses argumentos aos senadores. Palocci, no entanto, não quis falar sobre a sua expectativa na votação da medida provisória do salário mínimo no Senado, prevista para a próxima semana. Ele disse apenas que o governo vai dialogar e que tem condições de aprovar a proposta. O ministro da Fazenda disse ainda que a proposta de condicionar o aumento do salário mínimo ao aumento do PIB, como defendem alguns senadores, tem de ser bem analisada. "Nós temos uma garantia na questão do salário mínimo previdenciário, que é a garantia da inflação. Se queremos dar outras garantias é preciso ver o impacto que isso tem", afirmou. Ele insistiu no argumento de que o salário mínimo é um dos instrumentos de combate à pobreza, mas não o único e que isso não pode ser discutido isoladamente, mas no conjunto de medidas previstas no Orçamento. O ministro ressaltou que o salário mínimo deve ser analisado considerando o seu poder de compra. "O salário mínimo não é o seu valor nominal, mas o seu poder de compra. Hoje é maior do que o do ano passado", disse o ministro, lembrando que em 2003 a inflação era de 17,2% e agora é de 5%. O ministro considerou importante a preocupação dos parlamentares de estabelecer uma política para a correção do salário mínimo. "É positivo que a questão do aumento esteja prevista no orçamento, eventualmente indicado na LDO", disse Palocci.

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