Mínimo de R$ 380 não é derrota de Mantega, diz secretário

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Júlio Sérgio Gomes de Almeida, rechaçou a avaliação de que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, teria sofrido uma grande derrota com a decisão do governo de aumentar para R$ 380 o valor do novo salário mínimo. "Não é verdade", disse o secretário, ao chegar, nesta quinta-feira, ao Ministério da Fazenda. Gomes de Almeida disse que a vantagem do acordo entre as centrais sindicais e o governo, que definiu o aumento, é que ele contém uma regra de longo prazo. "Se nós tivéssemos (a regra) tempos atrás, não teríamos o aumento que tivemos na nossa despesa corrente", afirmou o secretário. O secretário disse também que o acordo para o reajuste do salário mínimo não traz prejuízo no curto prazo para as contas do governo. "O acordo foi muito importante para o País. Se vocês lerem exatamente muito bem, não vou dizer como, vocês vão ver que a curto prazo foi a melhor coisa", afirmou. Segundo ele, o governo agora tem um acordo de longo prazo e poderá ter previsibilidade do impacto do salário mínimo sobre as contas do governo "bem para a frente". Gomes de Almeida disse que isso será melhor observado com a regulamentação do acordo, mas fez mistério sobre esse detalhamento. O acordo fechado na quarta entre o governo e as centrais sindicais, prevê para os próximos anos o reajuste do mínimo pela inflação, mais a variação do PIB real. O PIB considerado será de dois anos antes, porque é o dado que estará disponível. Assim em 2008, o reajuste do mínimo será, além da inflação, o crescimento do PIB de 2006. Gomes de Almeida disse que o impacto do reajuste na tabela do imposto de Renda da Pessoa Física de 4,5% será muito baixo e disse que a recuperação da tabela é um compromisso do governo. Ele destacou ainda que não houve indexação da tabela.

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