Mínimo de R$ 260 não passa no Senado, diz Arthur Virgílio

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio disse hoje, depois do café da manhã com o ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, que o salário mínimo de R$ 260, aprovado ontem na Câmara, não passará no Senado. "Estou certo de que R$ 260 é um número que não passa. No Senado, a meu ver, será aprovado um mínimo de R$ 275, com votos de muita gente do governo", disse. Segundo ele, se for aprovado o mínimo de R$ 275 no Senado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá o direito de vetar a proposta. "Se o presidente achar que não tem como chegar aos R$ 275, apesar dos argumentos e das fontes de recursos que vamos mostrar, ele poderá vetar. É um direito que ele tem de assumir o desgaste de vetar", acrescentou. O objetivo do café da manhã com Rebelo, segundo os participantes, foi discutir a pauta de votação no Senado, embora tenham sido convidados também os líderes da oposição na Câmara. A preocupação do ministro é buscar entendimento para a aprovação da Lei de Biossegurança, do programa de Parcerias Público-Privadas (PPP), do projeto que altera a lei de falências e de medidas provisórias. Além de Virgílio, participaram do café com Rebelo, o líder do PFL no Senado, José Agripino (RN), o líder da minoria, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), o líder do PFL na Câmara, José Carlos Aleluia (BA), o primeiro vice-líder do PSDB, deputado Alberto Goldman (SP) e o líder da minoria na Câmara, José Thomaz Nono (PFL).

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