Dida Sampaio/Estadao
Dida Sampaio/Estadao

Minha posição pessoal é pelo fechamento de questão na Previdência, diz Alckmin

Posicionamento, se adotado, obrigaria todos os deputados e senadores do partido a votarem a favor da proposta

Anne Warth e Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

09 Dezembro 2017 | 15h27

BRASÍLIA - Pré-candidato do PSDB à Presidência da República nas eleições de 2018, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, defendeu a aprovação da reforma da Previdência. Alckmin disse ser pessoalmente favorável ao fechamento de questão, o que obrigaria todos os deputados e senadores do partido a votarem a favor da proposta.

"Eu pessoalmente sou favorável. Fiz a reforma da previdência em São Paulo em 2011. Minha posição pessoal é pelo fechamento de questão. Mas além do apoio da Executiva Nacional do partido, é preciso do apoio da bancada", afirmou. Segundo ele, o partido deve fazer uma reunião para ouvir a bancada nesta semana.

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Alckmin também disse ter compromisso com uma agenda ampla de reformas que deem condições para que o País volte a crescer. Ele disse ser favorável à reforma trabalhista, aprovada neste ano e em vigor desde novembro, e das reformas tributária e política.

"Já passou a hora de tirar o peso desse estado ineficiente das costas dos trabalhadores e dos empreendedores", afirmou. "Defendemos reformas que quebrem privilégios e beneficiem o conjunto da população. Vamos trabalhar pelas reformas e pela mãe delas, a reforma política. Nosso modelo político se exauriu."

Sobre a reforma da Previdência, que deve ser pautada na Câmara no dia 18 de dezembro, Alckmin disse que ela é necessária "para não termos brasileiros de duas classes". De acordo com ele, o Brasil não é apenas desigual, mas profundamente injusto. "A reforma tributária fará mais justiça", disse.

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O governador destacou ainda que papel do partido na reforma trabalhista, relatada pelo deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) e "gestada" pelo partido.

Ainda sobre a agenda econômica, Alckmin defendeu um grande programa de concessões e de parcerias público-privadas para a retomada de investimentos em logística. "Infraestrutura é emprego direto na veia", disse.

Ao contrário de sua campanha presidencial em 2006, Alckmin disse ser favorável às privatizações de estatais. "Vamos privatizar a Cesp no comecinho do ano que vem" afirmou. Sobre o papel do Estado na economia, ele disse que o governo tem papel importante como "regulador e fiscalizador". "O Estado não deve prover tudo."

Alckmin defendeu também a Lei de Responsabilidade Fiscal, instituída durante o governo FHC, e uma política fiscal dura. "É através da responsabilidade fiscal que é possível investir em hospitais e segurança pública."

 

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