Minha geração sentiu truculência do Estado, diz Dilma

A presidente Dilma Rousseff disse hoje que a sua geração "sentiu na carne" o abuso e a truculência do Estado, ao fazer referência ao seu passado de contestação à ditadura militar. O comentário foi feito na solenidade de entrega do Prêmio Direitos Humanos, no Palácio do Itamaraty, em Brasília. Segundo Dilma, a questão dos direitos humanos marcou sua "vida pessoal". "Esse assunto além de ser importante, ele me comove, porque a minha geração sentiu na carne o abuso do poder, a truculência do Estado e sabe perfeitamente como é importante e fundamental o respeito pelos direitos humanos. Sabe que esse é um pilar fundamental de uma sociedade democrática, não existe nada mais importante do que os seres humanos em qualquer esfera da nossa atividade", afirmou.

RAFAEL MORAES MOURA E TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

17 de dezembro de 2012 | 22h50

A presidente destacou os trabalhos da Comissão da Verdade, que tem entre os objetivos "esclarecer os fatos e as circunstâncias dos casos de graves violações de direitos humanos" entre 1946 e 1988 e "promover o esclarecimento circunstanciado dos casos de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres e sua autoria". Entre os premiados da solenidade estão o Grupo Arco-Íris de Cidadania (na categoria "garantia de direitos à população LGBT"), Tim Lopes ("mídia e direitos humanos"), Pastor Djalma Rosa Torres ("diversidade religiosa") e menção honrosa ao Levante Popular da Juventude de São Paulo. (AE)

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