Minha Casa Minha Vida acabou com 'apagão habitacional', diz Dilma

Presidente aproveita evento em Macapá para explorar dados do programa e contrapor sua gestão com os governos tucanos

Rafael Moraes Moura, O Estado de S. Paulo

23 Junho 2014 | 16h08

Macapá - Em sua primeira visita ao Amapá desde que assumiu a Presidência da República, a presidente Dilma Rousseff entregou na manhã desta segunda-feira, 23,  2.148 moradias do Minha Casa Minha Vida na periferia de Macapá. Dois dias após a convenção nacional do PT que confirmou sua candidatura à reeleição, a presidente usou o programa habitacional para atacar a oposição, prometeu lançar a terceira etapa do Minha Casa nos próximos dias e reforçou o discurso de que o País tem "muito" ainda para avançar.

 "O Minha Casa Minha Vida é o maior programa habitacional que o Brasil já fez em qualquer momento. Acabamos com esse apagão habitacional que existia no Brasil", discursou Dilma.

 "No passado não se dava importância à casa própria ou então não tinham dinheiro para dar importância, também pode ser isso. O Minha Casa Minha Vida é uma decisão de transformar os impostos pagos por todos os brasileiros em casa própria."

Em uma outra alfinetada à oposição, Dilma disse que o Minha Casa Minha Vida constrói casas e "novos sonhos" que não puderam ser sonhados "até um tempo atrás", repetindo estratégia empregada em eventos políticos de contrapor a gestão atual com o "passado" dos tucanos.

Etapa. Sobre a terceira etapa do Minha Casa Minha Vida, prometida pela própria presidente para o final de maio, Dilma disse que a nova fase deverá ser anunciada "entre o dia 1º e 2", mas não especificou o mês - provavelmente será julho. 

"Quem não teve ainda acesso à casa própria, pode ficar tranquilo, vamos lançar nacionalmente ou no dia 1° ou no dia 2, e isso vai ser muito importante, porque as pessoas que não tiveram acesso à casa própria vão ter essa oportunidade", comentou a presidente. 

Dilma adiou o anúncio da terceira etapa após o presidente nacional do PSB e pré-candidato do partido à Presidência da República, Eduardo Campos, prometer construir 4 milhões de casas populares em quatro anos. 

Em seu discurso, Dilma também afirmou que não vai "recuar" do esforço de levar a "todos os brasileiros e brasileiras" as mesmas oportunidades.

"Só tem um gente do Brasil crescer, é todas as regiões do Brasil terem as mesmas oportunidades, não interessa se (o brasileiro) nasceu lá em São Paulo, em Minas Gerais ou no Rio, não interessa da onde ele seja, interessa que ele tem acesso a tudo que há de melhor que o Brasil possa dar", disse. "Fizemos muito, e temos muito ainda por fazer." 

Moradias. A cerimônia no Amapá foi a nona do gênero neste ano - em 2014, Dilma já entregou moradias em Araguaina (TO), Bauru (SP), São José do Rio Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ), Cuiabá (MT), Feira de Santana (BA), Camaçari (BA) e Parnaíba (PI).

Cerca de 9 mil pessoas com renda familiar de até R$ 1,6 mil serão beneficiadas com a entrega das moradias na periferia de Macapá, que custaram R$ 117,8 milhões. Das 2.148 unidades, 1.500 serão entregues hoje, 300 até sexta-feira e 348 na semana que vem, informou a assessoria da Caixa Econômica Federal.

De acordo com o governo federal, a área residencial possui rede de esgoto, rede elétrica, iluminação pública, drenagem pluvial e pavimentação.

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