Minc cobra liberação de recursos contingenciados

Animado com os aplausos recebidos ao dar posse ao novo presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Roberto Messias Franco, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, resolveu hoje fazer três cobranças ao governo ao qual pertence: a liberação dos recursos do meio ambiente contingenciados para fazer superávit fiscal; participação na política industrial e na política de saneamento ambiental. Os recursos contingenciados chegam a cerca de R$ 1 bilhão, oriundos de royalties de petróleo e uso da água por hidrelétricas - quantia negada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva há cerca de 15 dias. "O Ministério do Meio Ambiente e seus órgãos, como o Ibama, o Chico Mendes e a Agência Nacional de Águas (Ana) têm tido seus recursos contingenciados. Não é razoável haver cobrança para que cumpram suas atividades, para que liberem o maior número de licenças para os empreendimentos, e tirar-lhes o dinheiro. Temos de ter eficiência na atuação, mas acompanhados de recursos. Assim, vamos conseguir fazer o superávit ambiental", disse ele."Acho inadmissível que o Ministério do Meio Ambiente não tenha voz ativa na gestão do saneamento ambiental. Não é aceitável que só 35% da população tenham coleta (de lixo)e esgoto tratado; temos de elevar esse porcentual para 70% em dez anos", disse ele. E prosseguiu: "Não é admissível que a área ambiental não tenha voz na política industrial, visto que cada vez é mais necessário o uso de energia limpa para a redução do impacto na saúde do trabalhador"."Não podemos abandonar nosso papel de protagonistas. Vamos ter peso decisivo no Plano de Desenvolvimento da Amazônia (PAS)", prometeu. O presidente Lula entregou a direção do PAS ao ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger. Esta teria sido uma das principais razões para a saída da ex-ministra Marina Silva.

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