Minas, Rio e SP se beneficiam com Orçamento 2002

As bancadas de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo no Congresso foram as que conseguiram direcionar o maior volume de verbas federais do Orçamento da União de 2002 para a realização de investimentos em seus Estados. De acordo com o relatório final, em Minas Gerais serão gastos em obras e compras de equipamentos nas várias áreas de atuação do governo federal R$ 1 bilhão, R$ 400 milhões a mais do que o governo havia previsto inicialmente. Dois fatores contribuíram basicamente para esse acréscimo de recursos federais para os mineiros: o governador e presidenciável Itamar Franco compõe o grupo do PMDB que faz oposição ao Palácio do Planalto. O maior expoente da bancada é o presidente da Câmara, deputado Aécio Neves (PSDB). A Bahia, outro foco de oposição ao governo federal e reduto eleitoral do ex-senador Antônio Carlos Magalhães (PFL), ficará com a segunda maior parcela de verbas federais de investimentos - R$ 716 milhões, quase o dobro do montante originalmente previsto na proposta do Executivo. Da mesma forma foram muito ampliados os recursos para o Rio Grande do Sul, governado pelo petista Olívio Dutra. O governo federal vai investir naquele Estado R$ 543 milhões Como nos anos anteriores, os paulistas também conseguiram engordar o dinheiro do governo federal para investimentos em 2002. No total, eles ficarão com R$ 561,5 milhões, mais do que o dobro do que foi originalmente proposto pelo Executivo. Pernambuco também foi bem contemplado, obtendo R$ 679 milhões contra R$ 399,7 milhões inicialmente propostos. Os parlamentares cariocas aumentaram em 1,38% os recursos das emendas de bancadas estaduais em relação àquelas aprovadas no Orçamento deste ano, fator decisivo para a recomposição das verbas para investimentos federais no Estado. Os R$ 97,4 milhões previstos na proposta do Executivo subiram para R$ 494 milhões. Pará e Ceará praticamente dobraram os recursos de investimentos, ficando com R$ 566 milhões e R$ 565 milhões, respectivamente. Maranhão, Estado governado pela presidenciável Roseana Sarney (PFL), obteve R$ 324 milhões. No total, as verbas de investimentos do governo federal em 2002 serão de R$ 16,5 bilhões, contra R$ 11 bilhões propostos pelo Executivo. Esse crescimento foi feito com a utilização de receitas não previstas nas estimativas de arrecadação do governo, como o recolhimento de Imposto de Renda por parte dos fundos de pensão, caso esses concordem em aderir ao regime de tributação proposto pela Receita Federal. Outra fonte de dinheiro extra é uma arrecadação maior do "imposto verde" embutido nos preços dos combustíveis, que a partir de janeiro passará a ser cobrado sob a forma da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide).

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.