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Minas pede ajuda federal contra a seca

O governo de Minas Gerais solicitou, em caráter de urgência, auxílio da União no apoio para as operações nas regiões mineiras atingidas pela seca. Segundo estimativa da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (Cedec/MG), cerca de 200 mil famílias que vivem da agricultura de subsistência estão sofrendo com a estiagem que, há dois meses, atinge 165 municípios da região Norte de Minas e dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. No dia 14 foi decretado estado de calamidade pública para todas as cidades que integram a área mineira atendida pela Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene), antiga Sudene. O coronel James Ferreira, chefe do Cedec/MG, disse que o Ministério da Integração Nacional deverá deliberar, nos próximos dias, sobre o auxílio à região. Em Brasília, ele se reuniu com o secretário Nacional de Defesa Civil, coronel José Wilson Pereira. A expectativa de Ferreira é que o presidente Fernando Henrique Cardoso atenda às solicitações, editando uma medida provisória a fim de liberar recursos para o socorro das regiões atingidas."Nessas regiões, onde vivem cerca de 2 milhões de habitantes, quem não trabalha para a União, para o Estado, para o município ou tem um pequeno comércio, vive de uma modesta lavoura que foi dizimada", salienta. De acordo com o chefe do Cedec/MG, o governo de Minas solicita, principalmente, a reativação do programa Bolsa-Renda, pelo qual as famílias recebem R$ 60 por mês. Se for atendida a reivindicação, o governo terá de destinar aproximadamente R$ 12 milhões, pelos cálculos de Ferreira. Ele pede ainda a contratação de caminhões-pipa, e de trabalhos de perfuração e para poços artesianos.Ferreira afirma que, até novembro, o governo estadual terá distribuído 160 mil cestas básicas na região, um investimento total de R$ 3 milhões. Segundo o coronel, a Copasa está fornecendo caminhões-pipa e equipando poços artesianos e a Cemig ajuda na implantação de pequenas eletrificações rurais."Essa contribuição do Estado, no entanto, é insuficiente. Legalmente, quem tem a obrigação maior de dar esse tipo de suporte é o governo federal", diz. Segundo dados da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), a estiagem no Norte de Minas, neste ano, já gerou perdas de 21% na agricultura, 34% na pecuária leiteira e 9% na pecuária de corte. A falta de água já secou 255 rios e córregos da região, além de 91 barragens e 287 poços. O desabastecimento total atingiu até o momento 163 comunidades rurais.

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