Minas e Energia arquiva processos de acusados na Navalha

Ivo Almeida Costa e José Lobato eram acusados de envolvimento no suposto esquema de desvio de recursos

LEONARDO GOY, Agencia Estado

04 Setembro 2007 | 11h33

O Ministério de Minas e Energia decidiu arquivar os processos administrativos disciplinares deflagrados pela Operação Navalha contra dois ex-funcionários do Ministério: Ivo Almeida Costa, que era assessor especial do ex-ministro Silas Rondeau, e José Ribamar Lobato Santana, ex-diretor do programa Luz para Todos, do Governo Federal. Rondeau pediu demissão após ser acusado de receber propina de R$100 mil reais da construtora Gautama, pivô da Navalha.     Costa e Santana eram acusados de envolvimento no suposto esquema de desvio de recursos, que foi descoberto pela Polícia Federal, em torno de obras entregues à Gautama.   A Operação Navalha, da Polícia Federal,  desmontou um esquema de fraudes em licitações de obras públicas, iniciada dia 17 de maio. A denúncia era a de irregularidades em contratos assinados com a empreiteira Gautama em diversos Estados pelo País.O despacho publicado nesta terça-feira no Diário Oficial da União, assinado pelo ministro interino, Nelson Hubner, afirma que não foi comprovada a culpabilidade dos ex-servidores.   Almeida Costa foi acusado de ter intermediado o suposto pagamento de R$ 100 mil de uma funcionária da Gautama ao então ministro Silas Rondeau. A crise provocou a renúncia do ministro. Parte das obras sob suspeita estavam no programa Luz para Todos, que estavam sob a responsabilidade de Lobato Santana.

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