Militares se dizem receosos com possibilidade de confronto em manifestações

Forças Armadas acompanham atos desta quarta e temem enfrentamento entre grupos em cerimônia de posse nesta quinta-feira

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2016 | 23h32

BRASÍLIA - As manifestações consideradas espontâneas que eclodiram em todo o País por conta da decisão da presidente Dilma Rousseff em nomear o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil preocuparam as Forças Armadas. Os militares dizem estar acompanhando atentamente o desenrolar dos acontecimentos e o temor é de que possa haver confronto entre manifestantes, por exemplo, em frente ao Palácio do Planalto.

Com a expectativa de que, na manhã desta quinta-feira, 17, militantes petistas se dirijam à Praça dos Três Poderes para prestigiar a posse de Lula e dar apoio ao ex-presidente, existe também o receio de que pessoas contrárias à posse de Lula e o governo Dilma voltem a se aglomerar no mesmo local, como fizeram nesta quarta-feira e que o encontro entre os dois grupos opostos provoque um enfrentamento entre os dois eles.

A proteção do Planalto foi reforçada pelo Batalhão de Guarda Presidencial (BGP) para evitar que haja algum prejuízo ao patrimônio público. O reforço da guarda permanecerá nesta quinta.

Os militares dizem esperar que os órgãos de segurança pública estejam atentos e presentes não só em Brasília, mas nos demais Estados para garantir a ordem pública.

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