Ernesto Rodrigues/Estadão
Ernesto Rodrigues/Estadão

Militares assumiram para 'corrigir' rumos na ditadura, diz ministro da Educação

Para Vélez Rodriguez, do MEC, regime de 1964 foi 'ciclo centralizador' que atendeu anseios da população

Lígia Formenti, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2019 | 15h01

BRASÍLIA – O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, afirmou que o período da ditadura militar no Brasil foi  um "ciclo centralizador" que atendeu os anseios da população. "O ciclo 64-85 foi querido pela sociedade brasileira. Os militares não caíram de Marte. Eles foram chamados para corrigir, como uma espécie de poder moderador, os rumos enviesados que  tinha enveredado a República", disse, durante a cerimônia de posse do novo presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Marcus Vinícius Rodrigues.

Num discurso de 24 minutos, o ministro fez referências que foram de João VI, passaram por Duque de Caxias,  Getúlio Vargas até chegar no ex-presidente João Baptista Figueiredo, último mandatário no período da ditadura militar, para defender  o papel de "instituições preservadoras da memória nacional " para a democracia. 

Rodriguez afirmou ser necessária a interpretação correta de dados obtidos pelas avaliações do Inep  e atribuiu o baixo desempenho de estudantes brasileiros em avaliações ao descompasso entre o que estudos indicam e as políticas de educação adotadas. "As nossas más performances de provas internacionais decorrem de que não estamos refletindo os dados fornecidos do Inep", disse. "Temos de trabalhar, interpretar para elaborar novas políticas que nos conduzam a uma verdadeira educação."

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