Militantes tucanos distribuem capacetes azuis no Rio

Ao contrário de acirrar os ânimos da militância, o episódio em que o candidato à Presidência da República José Serra (PSDB) foi atingido por um objeto durante uma caminhada na zona oeste do Rio, na última quarta-feira, deu origem a provocações e sátiras de parte a parte neste domingo de campanha na capital fluminense.

BRUNO BOGHOSSIAN E LUCIANA NUNES LEAL, Agência Estado

24 de outubro de 2010 | 17h47

 

Foto: Paulo Vitor/AE

No evento que reuniu Serra e os principais nomes tucanos na praia de Copacabana, na zona sul da cidade, os bonecos gigantes que representavam o candidato tinham curativos na testa. Militantes também distribuíram aos eleitores do PSDB capacetes azuis como forma de protesto contra a violência na campanha, com adesivos em que se lia a palavra "paz". "Não vamos aceitar provocações. Peguei um capacete para usar como forma de protesto", disse a empresária Sonia Garcia de Souza.

Em uma manifestação pró-Dilma Rousseff (PT) no mesmo bairro, poucas horas depois, um grupo de sambistas também aproveitou o episódio para provocar Serra. O músico Tantinho da Mangueira cantou um samba de partido-alto que compôs especialmente para a ocasião: "Deixa de ser enganador / Foi bolinha de papel / Não fere e nem causa dor". "A intenção não é atacar ninguém - o Serra ou quem quer que seja. É uma sátira feita no improviso", comentou Tantinho.

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